Ter registro não é o mesmo
que estar protegido.

Muitos empresários acreditam que depositar uma marca no INPI é suficiente. Não é. Entenda a diferença — e o que pode estar em risco.

Muitas empresas chegam até nós com o mesmo cenário: já fizeram o depósito, têm o número de protocolo, acham que estão protegidas.

Às vezes estão. Às vezes têm uma proteção muito menor do que imaginam.

A diferença entre os dois casos não está em ter ou não ter depositado. Está em como foi depositado — e no que veio depois.

Depósito não é registro

Quando você entra com um pedido no INPI, você fez um depósito. Recebeu um número de protocolo e uma data de prioridade.

Isso importa — você marcou seu lugar na fila.

Mas o registro ainda vai demorar. O INPI vai analisar se a marca é registrável, se há anterioridades conflitantes, se terceiros apresentam oposição. O prazo médio é cerca de 18 meses a partir do depósito.

O protocolo não é o fim. É o começo.

O caminho real — as 6 etapas

#EtapaO que acontece
1Busca préviaAntes de depositar: verificar se já existe marca idêntica ou similar no mesmo segmento. Pular essa etapa é o erro número um.
2Depósito do pedidoVocê recebe número de protocolo e data de prioridade — a proteção começa a contar daqui.
3Exame formalINPI verifica documentação, dados e classificação. Irregularidades geram intimações e podem levar ao arquivamento.
4Publicação na RPIPedido publicado na Revista da Propriedade Industrial — abre prazo de 60 dias para oposições de terceiros.
5Exame de méritoINPI analisa registrabilidade: distintividade, anterioridades, vedações legais.
6Decisão finalDeferimento (aprovado), indeferimento (negado) ou recurso. Após deferimento e pagamento, o registro é concedido — válido por 10 anos, renovável.

Os erros que custam mais caro

Escolher a classe errada. Marcas são registradas por categorias — o sistema Nice, com mais de 45 classes. Registrar na classe errada significa proteção no papel, mas não onde o negócio opera de verdade. Quem usar seu nome na classe certa terá direito sobre ele.

Não fazer busca prévia. Depositar, pagar as taxas, esperar meses — e receber um indeferimento porque existe uma marca similar já registrada.

Acontece mais do que parece.

A busca bem feita reduz esse risco. Mas ela exige mais do que checar se o nome exato existe: é preciso avaliar similaridade fonética, visual, ideológica — cruzada com a afinidade entre os segmentos envolvidos.

Não monitorar após o depósito. Com o pedido no ar, podem surgir oposições, despachos, exigências técnicas. Os prazos para resposta são fatais. Perder um prazo no processo do INPI pode significar perda do pedido inteiro.

Achar que registrar uma vez resolve para sempre. O registro expira após 10 anos se não renovado. A janela de renovação é de 12 meses antes do vencimento — ou 6 meses depois, com acréscimo. Portfólios sem gestão acumulam vencimentos que passam despercebidos.

Um registro bem feito é um ativo. Pode ser licenciado, transferido, usado em negociações. Feito errado, é uma falsa segurança.

Por que a busca prévia muda o jogo

Não basta digitar o nome no buscador do INPI e comemorar quando não aparece nada idêntico.

Marcas são protegidas também por similaridade — visual, fonética, ideológica. E a análise de risco depende de cruzar isso com a afinidade mercadológica entre os segmentos. É técnico. É jurídico. É estratégico.

Feito certo desde o início, poupa dinheiro, tempo e estresse que ninguém precisa ter.

Antes de depositar qualquer pedido, converse com quem já fez isso centenas de vezes.
A CONSEMPI analisa seu caso, faz a busca com critério e orienta a melhor estratégia de depósito para o seu negócio.

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Material informativo e estratégico. As análises e recomendações deste artigo têm caráter educativo e não constituem parecer jurídico formal. A deliberação sobre registros e concessões compete ao INPI e às autoridades competentes. Os prazos mencionados são estimativas baseadas no fluxo médio atual e podem variar. Para orientação específica ao seu caso, consulte um profissional habilitado.